quinta-feira, julho 05, 2007

FAZER AMOR É PISAR NA ETERNIDADE


Fazer amor é coisa séria demais. Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo. Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra, desvendando sentimentos, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa com delicadeza.Porque alma tem textura de cristal, deve ser tocada de leve, apalpada com carinho. Até que o corpo descubra cada uma das suas funções.Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa. As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em cascatas, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção. É nascer de novo: no abraço, no beijo que sacia no infinito do orgasmo. Vale chorar, vale gemer.Vale gritar, porque aí já se chegou ao paraíso, e qualquer som ha de sair melódico e afinado, seja grave, agudo, pianinho.Há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro. Corpos se ajustaram, almas matizaram. Fez-se o êxtase! É o instante da Paz. É a escritura da serenidade!E os amantes pisam eternidades!

(Texto de um Frei do Colégio Santo Agostinho).

Um comentário:

Fernanda disse...

Poxa..Que lindooooooo!!Que escolha boa deste texto..aiaiai
foi muito verídico..viajei nas asas da imaginação agora..Parabéns!
Nooossa ma foi um Frei?Que escreveu este texto...affffffff..rsrsrs
Linda Tarde pra ti.
Desculpe-me sou sincera por demais..

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