terça-feira, fevereiro 26, 2008

Morada





Deixa-me te amar de qualquer jeito;
Arranca, pois, de mim, esta vontade,
Esmaga para sempre esta saudade
Que amarga como fel dentro do peito...

Faze, então, de mim brisa serena
Roçando o teu corpo levemente,
Deixando que este amor tão de repente
Mostre que a loucura vale a pena.

Arranca-me dos lábios o doce mel,
A seiva que alimenta este prazer
E faze-me sentir subindo ao céu!

Não me deixes vagando, assim, ao léu,
Mostra-me com malícia o que é viver,
Descerra do teu corpo a veste, o véu...
Quero hospedar-me em você.

(Antonio Manoel Abreu Sardenberg
São Fidélis "Cidade Poema")

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